segunda-feira, 1 de junho de 2009

A nescessidade dos mitos e arquétipos.


Quando uma sociedade entra num estado de colapso ou precisa superar uma condição comportamental utrapassada os mitos, á pesar de subestimados, servem como mediadores entre as "sombras" do ser e a sociedade. "Sombra" no jargão Junguiano refere-se aos aspectos reprimidos e rejeitados do Eu, quando esses adjetivos considerados mais sombrios são reconhecidos ocorre um profundo amadurecimento individual e até social.

Desde os tempos imemoriais o mito tem servido para equilibrar sobra e luz tanto nos individuos quanto nas culturas, e quando desenvolvidos desordenadamente podem desequilibrar a mentalidade humana. como vemos acontecer hoje em grandes sociedades que impedem outros tipos de crenças e comportamentos, visando uma única forma de agir baseada apenas nas atitudes "aceitáveis" formadas pela sociedade em questão.

Acontece que quando uma sociedade exalta apenas aspectos masculinos da divindade por exemplo vemos esse desequilíbrio, e o inversso também é valido, o caso é que hoje temos um crescimento da cultura patriarcal e não o contrário, com um deus único e socialmente aceito como infinitamente bom o que faz pensar que o ser humano deve ser infinitamente bom. coisa obviamente impossível justamente pelo conceito anbiguo de bondade ou maldade.

O mito fornece elementos que funcionam como uma ponte entre a consciência individual e a sociedade reavivando as eternas características humanas (as caracteristicas dos seres mitológicos são ainda que de forma alegórica, essecialmente humanas).

Ele possui uma linguagem mais universsal que os contos de fada, apela ao subconsciente e está relacionado intimamente a psiquê humana. Além de estimular nossa compreensão do que ou de quem nós somos ele expande os horizontes e evoca a criatividade e individualidade mesmo mostrando que todos somos filhos dos mesmo sentimentos, angustias e questionamentos. O mito é algo que nunca existiu mas está sempre acontecendo.

Os mitos estão repletos de arquétipos (as imagens e conceitos primordiais) e os antigos, os criadores dos mitos, viam os arquétipos na natureza e no céu e dentro deles mesmos. Nossos ancestrais narram esse conhecimento em lendas de comunhão com a natureza. Mais intimamente os arquétipos dizem repeito as relações, são eles que conectam o modo como as coisas evoluem, crescem e se associam umas com as outras.

Carl Jung, grande psicanalista suiço observou que quando as arquétipos são reprimidos- seja em uma pessoa ou na sociedade- ocorre uma espécie de alienação, somos isolados da natureza e do nosso eu. As consequências disso são as atuais visões de um mundo mecânico e infectado de falsos valores que não nos trazem felicidade.

Suprimimos características importantes como a coragem e alegria de Dionísio, a força e bravura de Inanna, a paciencia e justiça além das tendências humanas de Maat, a sutileza e feminilidade da bela Vênus..

Os mitos, os arquétipos e os deuses sempre querem ser vistos de uma maneira nova, querem ser recultivados em nossa consciência para anunciar um novo tempo de mudanças e aprofundamento das nossas relações, com eles e com nossa própria essência.

2 comentários:

O Profeta disse...

Mil caminhos
Esta viagem sem velas nem vento
Este barco na bolina das ondas
Esta chuva miúda transborda sentimento

Amarras prendem o gesto
Arrocham um coração que bate incerto
Uma gaivota retoca as penas com espuma
Levanta voo em rumo concreto

Partilha comigo “100 Anos de Ilusão”


Mágico beijo

([salix sam]) disse...

Verdade...os mitos são realmente uma chave...são importantíssimos...mas raramente são compreendidos =/
Eu ainda arriscaria dizer que os sentimentos que os humanos manifestam...e aquilo que os compõe são seu traço divino...não o contrário (que os deuses tem características humanas)...embora uma coisa não exclua a outra.