terça-feira, 17 de março de 2009

Evoé Dionísio.


Este é Baco de Da Vinci, mas a imagem é tão real e bela que pode simbolizar muito bem a Dionísio. Pensar em como corpo reage ao vinho, o gosto doce e peculiar, especial..

Talvez por isso e por muitos outros motivos me interessei por Dionísio, Deus do vinho e da vegetação, que mostrou aos mortais como cultivar as videiras e fazer vinho, foi identificado ao romano Baco. Aliás os dois tem a história muito parecida, sendo Baco filho de Jupter e Dionísio de Zeus. Ele é frequentemente representado bebendo em um chifre e com ramos de videira.

Sua concepção ocorreu em Tebas, quando sua mãe, Sêmele, filha de Cadmo, o fundador da cidade, foi amada por Zeus que se disfarçara de homem mortal. A vingativa Hera, irmã e esposa deste, se negou a acreditar que Zeus fosse o pai do filho que a princesa tebana esperava, e preparou uma armadilha e fez o Deus apresentar-se, então, com sua verdadeira aparência. O brilho de Zeus, no entanto, fulminou Semele. Zeus, contudo, salvou Dionísio de seu ventre e, durante meses, o levou no seu músculo da coxa até que o menino pudesse sair ao mundo.

O pequeno Deus passou toda sua infância fora do Olimpo pois, ao nascer, precisou fuigir da perseguição de Hera e foi enviado pelo pai para ser educado pelas Ninfas e Sátiros. Foi durante esse período que Dionísio descobriu a arte de fabricar o vinho assim como os efeitos inebriantes produzidos pela bebida. Teve que realizar longa e árdua peregrinação até conseguir ser reconhecido como deus e adquirir o direito de participar da assembléia olímpica. Hera, mais uma vez interviu e fez com que fosse acometido pela insanidade. Louco, vagueava pelo mundo ensinando aos homens o cultivo da uva e do vinho. Foi somente após ser purificado pela deusa Cíbele que o curou e o instruiu em seus ritos religiosos. podendo retornar a Grécia para instaurar ali seu culto.

Na ilha de Naxos, Dionísio conheceu e se apaixonou por Ariadne que lá havia sido abandonada por Teseu . Fez da jovem sua esposa e com ela teve Enopião, Toante, Estáfilo e Pepareto; de seu romance com Afrodite nasceu Priapo, dotado de um falo descomunal.

Dionísio também é caracterizado como uma alegre divindade cujos mistérios inspiraram a adoração ao êxtase e o culto às orgias. Ele era bom e amável àqueles que o honravam, mas se zangava com os que desprezavam as orgias a ele dedicadas. De acordo com a tradição, Dionísio morria a cada inverno e renascia na primavera. Para seus seguidores, este renascimento cíclico e a renovação da terra, com as estações, personificavam a promessa da ressurreição do Deus.

Esta foi a forma de adoração pela qual Dionísio tornou-se popular no século II a.C., na Itália, onde os mistérios dionísicos eram chamados de Bacanália e depois de bacanais (os quais, hoje, são sinônimo de orgias). As bacanálias tornaram-se extremas, e as celebrações foram proibidas pelo Senado Romano em 186 a.C. Entretanto, no século I d.C. os mistérios dionísicos ainda eram populares, como se evidencia em representações encontradas em sarcófagos gregos.

Seu cortejo era composto por diversas figuras míticas dentre elas Sileno, as Bacantes e os Sátiros, que o acompanhavam carregando troncos de videira, coroas de hera, taças cheias de vinho, cachos de uva enlaçados com folhagens. As Bacantes ou Mênades eram as jovens que tomadas por loucura mística, pareciam tomadas pelo deus, Sileno vivia embriagado e era dotado de grande sabedoria e do dom da vidência, os Sátiros simbolizavam as forças incontroláveis da natureza vegetal e animal.

Em sua homenagem eram realizadas quatro grandes festas: as Léneias, as Dionísias Urbanas, as Dionísias Rurais e as Anestérias, todas elas de caráter orgíaco Em sua homenagem eram realizadas quatro grandes festas: as Léneias, as Dionísias Urbanas, as Dionísias Rurais e as Anestérias, todas elas de caráter orgíaco, em honra a alegria e ao prazer.

Como interpretaria Nietzsche, que o enchergava como o belo oposto ao puritanismo do mundo cristão, Dionísio manifesta no indivíduo sua vontade de transgredir as regras.
A manifestação do Deus é a chance do indivíduo fugir um pouco do nada em demasia, da falta do prazer e o ecesso de pudor em nosso cotidiano. O mundo grego seria tedioso sem o aparecimento de Dionísio para afrouxar as rédias.

3 comentários:

Guinevere disse...

Bom Dia!

Sim eu acompanho o tempo aqui do Heminfério Sul, pois somente assim posso interagir com o tempo em meus rituais de forma verdadeira!

Obrigado pela visita, seu espaço é maravilhoso.

Bênçãos Plenas!
)O(

Ana claudia ribeiro disse...

Olá Amanda:
muito lindo seu blog e foi muito incrível como o encontrei,tive um sonho lindo com Dionísio e resolvi pesquisar sobre ele. foi um sonho maravilhoso .tenho um blog onde conto meus sonhos da uma passada lá!
Annac http://sonhosdaac.blogspot.com

WFP disse...

Ótimo texto.

wfpereira.multiply.com